quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Organizar é preciso...

Acordei hoje às 6 da manhã com o sério propósito de encerrar de uma vez por todas o capítulo da fundamentação teórica.
O grande problema para aqueles que iniciam um trabalho acadêmico sem muita experiência é não fazer o fichamento de que foi lido. Eu até escrevi algumas coisas nas capas, mas não ficou organizado.
Meu conselho para os iniciantes é fazer um BD com a seguinte estrutura mínima:
Autoria Principal
Autoria Completa
Tipo – livro, paper,..
Título
Ano
Local
Páginas
Assuntos
Site
Data de acesso
Informações complementares
Observações
Localização: onde está guardado
Hoje isso me ajudaria muito... mas já que não fiz, o jeito é correr atrás do prejuízo.
E vamos trabalhar...

sábado, 16 de outubro de 2010

Geotecnologias na Sociedade da Informação e do Conhecimento - Introdução

Sociedade da Informação é uma denominação usual para se referir ao mundo contemporâneo, mas levando-se em conta que informação é importante em qualquer sociedade e que esta importância está diretamente ligada à sua transformação em conhecimento, seria então mais adequado usar o termo Sociedade do Conhecimento (Sorj - 2003). Mas, tanto quanto a informação, o conhecimento sempre esteve presente em todas as épocas. Da mesma forma, informação geográfica ou geoinformação não é algo que apareceu com o advento das novas tecnologias. A partir do momento que o homem desenhou o primeiro esboço de mapa para registrar o local onde vivia, surgia a informação de cunho geográfico. O termo geoinformação pode ser entendido como toda informação que tenha ou que possa ter algum vínculo com um atributo geográfico. Em outras palavras pode-se dizer que geoinformação é a informação com endereço. Neste contexto, entende-se endereço como coordenada geográfica – longitude e latitude.Uma informação que tem aliada a si sua posição geográfica é chamada de informação georeferenciada, isto é, ela se refere ou se relaciona através das coordenadas geográficas com algum ponto da superfície da Terra.As coordenadas são convencionalmente dispostas em um mapa, que por sua vez é também uma geoinformação (de caráter gráfico). A partir das referências geográficas podem-se agregar informações semelhantes e representá-las em mapas de forma a justificar fenômenos como, por exemplo, migração de populações, ocupação de solo, mudança da média de temperatura, e outros. Além disso, dados georeferenciados podem ser utilizados para calcular distâncias, definir caminhos, monitorar um local, enfim, há uma infinidade de aplicações possíveis que vem sendo cada vez mais utilizadas tanto nas empresas públicas e privadas como pelo cidadão comum, facilitando tarefas, gerando economia de tempo e dinheiro, etc. Porém, estas aplicações só se tornaram possíveis com o desenvolvimento das novas tecnologias. Toda tecnologia relacionada à geoinformação é muito específica e recebe o nome de geotecnologia.As geotecnologias permitem a aquisição, processamento, interpretação (ou análise) de dados ou informações espacialmente referenciadas. Entre o que se classifica como geotecnologias estão os satélites de imagens, as câmeras aéreas, os GPS (Sistema de Posicionamento Global), as Estações Totais, os SIGs (Sistemas de Informações Geográficas), os softwares de processamento de imagens e os softwares de visualização (em 2D ou 3D) e outros.
Dominar a geoinformação e utilizar os recursos das geotecnologias garante um diferencial a projetos das mais diversas muitas áreas, sendo imprescindíveis para o controle do meio ambiente, o planejamento de cidades e a definição de políticas públicas.
Lilia Maria Faccio

domingo, 26 de setembro de 2010

Ou escrevo ou escrevo...

Cheguei a um ponto que não tenho mais opções.
Praticamente a pesquisa toda está feita. Defini a database para os dados a serem utilizados: 30 de março de 2009. Os dados já estão coletados e a maior parte deles já trabalhados. Os mapas estão praticamente prontos.
Agora é escrever, com inspiração ou sem inspiração. Como eu me conheço, sei que o que realmente vou precisar é de sossego. É pra isso que servem as madrugadas... O sono é o meu melhor parceiro. Logo que comecei a delinear o trabalho, lembro-me que de acordar no meio da noite com uma idéia na cabeça. Por preguiça não levantava para registrar. Pela manhã não conseguia lembrar o que havia pensado.
Um dia tomei uma decisão: o Chicão, meu notebook, vai dormir ao meu lado. Foi a melhor decisão. Numa madrugada inspirada saiu este parágrafo:
São Paulo é uma metrópole imensa, intensa que se desdobra em muitas “São Paulos” de paisagens diferentes, com problemas e virtudes que ora divergem ora se aglutinam e fazem cada vez mais com que seus administradores tenham que estratificá-la e dividi-la para poderem planejar, governar e dominar as suas diversidades.
Muita gente gostou, mas no fim ele foi retirado da introdução.
Hoje decidi que ele vai voltar como um preâmbulo.

Tarefas de hoje:
Estou indo para Florianópolis. Coloquei na bolsa um caderno com algumas anotações e um texto que está servindo de guia. Vou tentar escrever o início da revisão da bibliografia.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Quem tem amigos não morre pagão

Ouvi esta frase milhões de vezes na vida. Descobri hoje o quanto ela vale.
Por motivos familiares liguei para o meu primo Roberto Chohfi. Ele é formado em estatística pela UNICAMP. Quase fomos colegas de turma, pois ingressamos juntos no curso em 1972. Eu pedi remanejamento e fui para a USP de São Carlos. Dois anos e meio depois pedi transferência para a USP de São Paulo pois no ICMSC não havia ainda licenciatura e eu queria dar aulas.
Pois então, ontem, conversando com o Roberto falei sobre a minha necessidade de atualizar estatisticamente os dados dos setores censitários. Discutimos algumas possibilidades, mas não podíamos avaliar a validade das nossas suposições. Aí ele teve a brilhante idéia. Passou-me o nome de um colega de turma da graduação que talvez trabalhasse com estudos demográficos na Fundação SEADE.
Achei o e-mail dele, enviei e não aguardei muito pela resposta. Hoje pela manhã já estava na minha caixa postal com o telefone de contato. Conversamos, ele não trabalha com demografia, mas achou alguém para falar comigo sobre o assunto. Marcamos para amanhã cedo.
Infelizmente perdi os dados demográficos já trabalhados, mas tenho certeza que ao refazê-los já terei uma qualidade de informação muito melhor.

Tarefas de hoje:
Comecei a estruturar a referência bibliográfica de uma forma diferente do texto da qualificação. Vai ficar muito bom. Começo a partir do problema de pesquisa a discutir como resolver-lo. Acho dois caminhos que descrevo em linhas gerais. Fecho com prós e contras de cada um deles, e decido qual irei seguir. A partir daí estabeleço o que é preciso saber para ir pelo caminho escolhido.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Resgatando histórias: minha carta de apresentação

Escrevi minha carta de apresentação meio correndo. Faltavam dois dias para encerrar o prazo de inscrições e até então nada me inspirava.
Quando terminei encaminhei para três amigos darem uma olhada: Cassio Rossi, engenheiro por formação, Cidinha Lima, administradora de empresas e Cristina Rivera, advogada. Cada uma dessas pessoas foi escolhida por motivos diferentes. Embora todos tenham acompanhado a minha vida pelo menos nos últimos 15 anos, os dois primeiros são da área de sistemas e a Cris, como boa advogada, poderia avaliar a minha argumentação.
A primeira a responder foi a Cidinha. Ela é muito objetiva e achou que eu havia escrito muito e não dito muito do meu currículo pessoal. Fiquei meio desanimada.
Em seguida chegou a resposta do Cássio. Ele disse que não achou que era a melhor pessoa para avaliar a tal carta, e que havia tomado a liberdade de enviá-la ao pai, o jornalista Clovis Rossi, cuja resposta estava anexada.
Quando li o comentário do pai dele - a carta está bastante boa – decidi: é esta que vou enviar. Nem esperei pela resposta da Cris.
Segue o conteúdo:

Sr. Coordenador do Curso de Pós Graduação em Engenharia da Informação da Universidade Federal do ABC

Desde que abracei a área de informática tinha como meta fazer um curso de pós-graduação que viesse a complementar os meus conhecimentos na área.
Inicialmente, por ser uma das autoras do Projeto Gênese de Informática em Educação, pioneiro na América Latina, pensava em estudar o uso do computador na sala de aula. Porém, na época não era possível, pois não dispunha de tempo suficiente para estudar e fazer uma pesquisa adequada.
Em 1990, fui convidada para trabalhar na Secretaria Municipal de Cultura para desenvolver um banco de dados simples para armazenar informações sobre livros que estavam sendo comprados para a renovação do acervo das Bibliotecas Públicas e Infanto-juvenis da Cidade de São Paulo. Depois da primeira conversa com as bibliotecárias percebi que teria que enfrentar o desafio de desenvolver um sistema de compras. Eu não sabia nada de Biblioteconomia e nunca havia desenvolvido um sistema. Era preciso, naquele momento, agregar os conhecimentos de forma rápida para poder trabalhar no projeto. A solução foi optar ora por cursos de curta duração ora sendo autodidata, lendo, pesquisando e muitas vezes experimentando novos conceitos e tecnologias.
O Sistema Fastcat entrou em funcionamento depois de quatro meses e foi o embrião para outros. Mesmo assim eu acalentava o desejo de voltar à Universidade e estudar de forma mais organizada aquilo que ia aprendendo mais por esforço do que por método. Durante todo este tempo sempre tive bem claro que Informação deveria ser o meu objeto de estudo.
Em 2005, quando aceitei o desafio de desenvolver um trabalho baseado em Geoprocessamento, área até então desconhecida para mim, ficou mais claro ainda onde eu gostaria de atuar e o que eu queria buscar.
Depois dos primeiros trabalhos baseados apenas em mapas com a localização de escolas, fui agregando outras informações, construindo mapas temáticos que se tornaram peça fundamental para o planejamento e a tomada de decisões.
À medida que este projeto ia crescendo e alargando suas fronteiras, começamos a trocar informações com outros órgãos, e ficou claro que era preciso criar um repositório de informações públicas confiáveis e com atualizações periódicas que pudessem ser utilizadas por todos aqueles que necessitassem. Este era realmente o grande desafio.
Uma das fases mais importantes deste projeto foi construir junto com a Secretaria Estadual de Educação uma subdivisão da cidade de São Paulo em pequenas áreas que denominamos “Setores Educacionais”. Para desenhar cada uma destas micro regiões nos baseamos nas barreiras físicas (grandes avenidas, rios, estrada de ferro, etc.) e nos limites dos Setores Censitários do IBGE. Assim, tínhamos os dados populacionais e sócio-econômicos à nossa disposição. Desta forma, projetamos a demanda de vagas para as creches, EMEIs e EMEFs, bem como a reorganização das escolas públicas para a extinção do turno intermediário (que muitas chamavam de turno da fome) e para a implantação do Ensino Fundamental de 9 anos.
Quando me aposentei, em abril deste ano, tive certeza que era hora de voltar para a Universidade.
Lendo alguns projetos de pesquisa desenvolvidos por professores do curso de pós-graduação desta Universidade, me identifiquei com aqueles que buscam usar a informação no setor público de forma a melhorar o atendimento à população.
Toda a experiência adquirida em 21 anos de trabalhos juntos aos órgãos centrais das Secretarias de Educação e de Cultura da Cidade de São Paulo aponta para uma pesquisa voltada ao gerenciamento de recursos e planejamento de políticas públicas de forma eficiente e eficaz, baseado e justificado por estudos de informações pertinentes e confiáveis.
É essa ferramenta que gostaria de conseguir graças ao curso de pós-graduação que pleiteio pela presente, pensando em estar mais apta para servir ao público.

Cordialmente,
Lilia Maria Faccio
São Paulo, 27 de novembro de 2008
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Tarefas de hoje:
Carta para instituir co-orientador
Imprimir documentos de matrícula
Estudo: localização de facilidades