quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Tema para pesquisa: Influência das redes sociais no ambiente de trabalho


Na Folha de São Paulo de hoje tem uma crônica que me sugeriu um bom tema de estudo: Influência das redes sociais no desempenho dos funcionários de uma empresa.
Lembro-me bem que quando trabalhava na UNESP e a Internet pública estava começando a acontecer no Brasil, a idéia inicial era travar tudo que não tivesse a ver com o trabalho. Não o fizeram e ficamos monitorando por onde a turma andava.
Na primeira semana teve de tudo, desde pessoas que passaram o dia todo em salas de bate-papo até quem passeou em todos os sites de cultura inútil. Devagar o pessoal foi se dando conta que o trabalho estava se acumulando e tudo voltou ao normal.
Em compensação, na PMSP onde tudo era proibido, o pessoal passava mais tempo pensando em como burlar o sistema do que em resolver os problemas.
E aí, o que fazer? Liberar ou proibir? Ajuda ou atrapalha? Melhora ou piora o desempenho?
Claro que precisamos avaliar tudo isso pensando em pessoas normais, mas seria um tema bastante interessante a se pensar.

Lilia Maria

ANTONIO PRATA
Twitter, Facebook e o Apocalipse



Vamos admitir: desde que inventaram o Facebook e o Twitter que ninguém mais trabalha, só finge



AS COISAS não vão nada bem no hemisfério Norte. A Grécia foi pra cucuia, Portugal e Espanha estão no vinagre, e, na Irlanda, os únicos habitantes que fizeram alguns caraminguás em 2011 foram os quatro integrantes do U2. Até os EUA, quem diria, ameaçaram dar um calote global, o que levou a agência Standard & Poor's a divulgar que a grande potência está mais pra "poor" do que pra "standard".
Diante dos abalos econômicos e da ameaça de recessão mundial, acusam-se os suspeitos de sempre: a esquerda vê o fim do capitalismo, a direita vocifera contra a ineficiência do Estado. Eu, contudo, cronista independente, sem outro compromisso senão com a verdade -e com minha pequena, claro-, sei que a culpa não é dos negociantes nem dos políticos: a culpa, meus caros, é das mídias sociais.
Vamos admitir: desde que inventaram o Facebook e o Twitter que ninguém mais trabalha, só finge -uma hora, ia dar problema. Se o hemisfério Norte quebrou antes de nós é porque se enredou primeiro nessas arapucas do Demônio, mas não demorará para nos estrumbicarmos também: afinal, o dia-padrão de um trabalhador brasileiro não é tão diferente do de um americano ou europeu.
Vejamos: você chega ao trabalho, senta-se diante do computador e, antes de começar suas tarefas, resolve dar uma checada rápida na "homepage". A "home" traz uma fofoca sobre o comportamento sexual de uma cantora pop, e você imediatamente pensa numa bobagem para tuitar. Abre o Twitter, escreve.
Passa então a clicar, de dez em dez segundos, no "your tweets retweeted" -como um ratinho de laboratório, acionando a barra de glicose-, pra ver se gostaram da sua piada. Infelizmente, em 15 minutos, só um retuíte. Você decide preencher a carência que subitamente lhe bateu indo até o Facebook: vai que alguém lhe deixou um recado, na madrugada? Nada, ninguém quis lhe dizer coisa alguma nas últimas 12 horas.
Você descobre, contudo, que a Juliana Pereira, sua ex-colega de ginásio, postou as fotos do feriado, na praia.
Você se lembra dessa Juliana, era bonita, e quando dá por si está há uns três minutos vasculhando as imagens da moça, na esperança algo adolescente, algo senil, de vê-la de biquíni. Não achando nada além de filhinhos sorridentes e uma ou outra foto artística de conchas, com efeitos gráficos do iPhone, decreta que é, enfim, hora de começar a trabalhar. Mas, já que ficou tanto tempo no Facebook, por que não dar só uma passadinha no Twitter, ver se, nesse meio tempo, alguém te retuitou, ou comentou seu tuíte? Nada, ainda, mas um amigo colocou um link para uma propaganda belga de cerveja, muito engraçada. Quando vai ver, já está na hora do almoço, e o dia nem começou.
Agora, caro leitor, some todo o tempo que você tem perdido nessas inúteis perambulações virtuais ao tempo de todos os outros milhões de internautas, calcule o prejuízo em dólares, euros ou reais, e o resultado é uma bela recessão global. Reajamos enquanto é tempo: ou a gente acaba com as mídias sociais, ou as mídias sociais acabam com a gente!
PS- Meu amor, a história da Juliana Pereira é meramente ilustrativa, real apenas no terreno da ficção. Espero que compreenda.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Ventanias de agosto

Falando do exame de qualificação.
Agosto normalmente é o mês mais típico de inverno. Com o céu de um límpido azul ou de nuvens carregadas que encobrem o sol, sempre há um vento forte e frio anunciando madrugadas geladas.
Agosto, que muitos rimam com a palavra desgosto, sempre foi para mim o prenuncio das alegrias vividas na primavera e no verão.
13 de agosto, uma data que a maioria das pessoas jamais escolheria para um evento importante, foi por mim o dia escolhido para o exame de qualificação, ponto inicial para o fim do mestrado.
Conversando com alguns colegas, muitos acreditam que na qualificação a pesquisa deve estar pronta e a dissertação terminada, apenas requerendo acertos para a finalização. Sempre digo que não é bem assim.
Na qualificação devem estar definidos todos os rumos. O problema de pesquisa deve estar claro, os objetivos estabelecidos e o cronograma determinado. Claro que uma parte da pesquisa já estará pronta, pois sem isso não tem como determinar o caminho a ser seguido.
O texto da qualificação nada mais é do que o projeto da dissertação de mestrado. É baseado nele que os avaliadores poderão dizer se a proposta é válida e consistente.
Na minha qualificação um dos avaliadores queria uma mudança radical. Fiquei assustada. Entre outras coisas, os mapas seriam relegados a meras ilustrações sendo que o tempo todo eu os colocava como objeto central para a tomada de decisão, não apenas pela visão espacial, mas pelo trabalho com a geoinformação, imprescindível na avaliação espacial da localização de facilidades.
Apoiada pelos meus orientadores, não saí da minha proposta e o trabalho final, apesar de ter demorado um pouco mais do que eu havia proposto no cronograma, saiu exatamente como eu queria: uma aplicação simples e de fácil implementação.
Lilia Maria

Em tempo: a data de minha qualificação foi 13 de agosto de 2010, um bela sexta-feira de inverno.

Dicas importantes:
Uma boa apresentação de slides sempre é um cartão de visitas do trabalho apresentado.
  • use e abuse das ilustrações,
  • evite textos longos,
  • tente não ler o conteúdo do slide,
  • calibre a apresentação para no máximo 30 minutos
  • padronize os slides: coloque em todos o seu nome, a logomarca da instituição e o nome do trabalho. Eu usei o rodapé inferior para o meu nome abreviado e a área de cabeçalho para o  nome do trabalho. Se este for extenso, use uma palavra significativa ou a parte inicial seguida de reticências.
  • Não abuse dos efeitos especiais, o conteúdo tem que chamar mais atenção que a forma. Fuja de coisas como, por exemplo, aparecer letra a letra de um texto.
  • o tamanho da letra é importante. O texto tem que ser legível pela platéia.
  • Cuidado com apresentações de fundo escuro com letras claras, dependendo da luz local fica difícil a visualização e leitura.
  • Relaxe... ninguém sabe mais sobre o que será exposto do que o próprio apresentador... afinal é dele o trabalho, não???
Lilia Maria

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Divagando sobre a Matemática

A Matemática, considerada por muitos pensadores como a mãe e todas as ciências por sua lógica e conceitos, já foi definida por Galileu Galilei como o alfabeto com o qual Deus descreveu o universo. Ao longo o tempo, se desenvolveu em teoremas, axiomas, postulados e algoritmos que, dos mais simples problemas às mais sofisticadas teorias, busca explicar e resolver.
Teria a Matemática, tão eterna, tão exata em sua essência, imitado a vida, tão volátil, mutável e surpreendente? Por certo que sim. O que não é a vida senão uma grande teoria construída sobre uma tabela de valores definida pelo meio social? E o que são estes valores senão axiomas e postulados que se explicam por si só, sem a necessidade de demonstração?
Ah! Diriam agora os leigos mais incautos, então todo mundo pensa e vive da mesma forma, pois a base é sempre a mesma! Não, eu responderia. A Matemática, assim como a vida, é feita de modelos. Cada modelo tem suas “verdades” e cada “verdade” só é “verdade” dentro de um certo modelo. O que é imutável é a lógica que encadeia estas “verdades” para desenvolver as suas teorias. Maluquice? Nem tanto... Basta lembrar que as retas paralelas passam a se encontrar no infinito quando falamos das geometrias não euclidianas.


Lilia Maria
 
Durante o curso, voltando para casa de trem, de repente eu mergulhava em sonhos e pensamentos. Muitas teorias iam povoando minhas idéias. Pena que não escrevi muitas delas.